Quem se importava com ele? Vítima de tantas acusações e torturado pela mídia. Um negro incorfomado com a cor da própria pele?. Pedófilo, um homem tão frágil que não queria crescer, amarrado às fantasias da sua infância. Tendo sua vida íntima e sua privacidade devassada, distorcida em factóides e obscenidades. Seria este apenas o preço e as conseqüências da fama, o alto preço a ser pago pelo sucesso absoluto atingido pelas celebridades?
A verdade é que, quando os doze jurados da Corte de Santa Maria consideraram Michael Jackson inocente do suposto crime de pedofilia contra um menor de 13 anos, absolvendo o astro das 10 acusações que constavam no processo, centenas de fãs vibraram, emocionados, na porta do tribunal. Muitos deles faziam vigília há semanas no local. "Nós e a família estamos muito aliviados", disse a porta-voz Angel Howansky ao deixar o tribunal.
Assim como muitas as famílias inconformadas sentiram-se moralmente aliviadas, afinal o cantor havia sido acusado de conspirar para cometer abuso sexual infantil, extorsão e cárcere. Ele enfrentou ainda cinco acusações de abuso sexual infantil e mais quatro acusações de ter oferecido bebidas alcoólicas a um menor de idade com intuito de cometer abuso sexual.
Michael no polêmico documentário Living With Michael Jackson, do jornalista britânico Martin Bashir, admite ter dividido a cama com crianças, "mas não de uma forma sexual, e sim de um jeito doce e carinhoso."
Michael, livre das acusações voltaria à sua integridade. Um pai de família que amava os filhos e os cercava de carinho, como sonhava a maioria dos pais e filhos adeptos aos bons costumes, admiradores da sua arte perfeccionista Porém, esta imagem tranquilizante teria um custo, talvez muito alto. Fato confirmado após sua morte, quando em entrevista ao tabloide inglês "The News of the World", a enfermeira Debbie Rowe, 50, negou que Michael Jackson fosse o pai legítimo dos dois filhos que tiveram quando casados. Ela disse ter engravidado por inseminação artificial de doador anônimo.
A tão esperada volta aos palcos, uma maratona de concertos, com ingressos esgotados, começaria no dia 13 de julho e se estenderia pelos próximos nove meses. Porém, o adiamento dos quatro primeiros concertos levantou a suspeita de que o astro estaria com câncer de pele, ecoada na imprensa internacional desde o mês passado.
No começo do mês, o próprio músico havia se manifestado contrário à maratona deshows, que achava exagerada. "Fui dormir sabendo que havia vendido 10 datas. Acordei com as notícias dizendo que eu estava agenciado para 50 apresentações", teria dito a fãs em Los Angeles, segundo o tablóide londrino The Sun. Seriam, no total, 750 mil assentos disponíveis até março.
Talvez, tenha sido esta também uma outra forma de overdose consumida pelo astro.
Dívidas de um "milionário que gastava como bilionário" teriam levado o cantor a aceitar o desafio. Estipula-se que o rombo nas contas do cantor extrapolasse os R$ 320 milhões - e que Michael seria capaz de ganhar quase o dobro disso com os shows em Londres. O sacrifício seria necessário, porém Michael Jackson, antes dono de um vigor invejável já não tinha a saúde de uma Madona no auge dos seus 50 anos, e apresentava sinais de cansaço.
"Ele vai ou não vai?" questionava a matéria postada, por ironia do destino, horas antes do anúncio da morte de Michael Jackson, no site da Rolling Stone EUA.
Michael Jackson morreu após receber uma injeção com dose fatal de Demerol, teria dito um membro da família ao site de celebridades TMZ. O site foi o primeiro a noticiar a morte do cantor, na quinta, 25. Michael sofreu uma parada cardíaca e, às 14h26 locais (18h26 de Brasília), sucumbiu sob cuidados de médicos do Centro Médico da Universidade da Califórnia.
Quem se importava com ele? Descobrimos após a sua morte o quanto o mundo lamentou a sua perda. Quanta tristeza cercou estes dias que passam numa infindável repetição de clipes e matérias. Chegou-se assim a uma comoção popular, quando os noticiários abandonam todas as calúnias e tragédias para cultuar a memória de um astro que passa a ser lembrado e venerado pelo que tinha de melhor e que o diferenciava de todos simples mortais - um incomparável talento.
P.S.-Ao encerrar este artigo encontro na internet estas declarações do jornalista americano Gay Talese - "A imprensa deve desculpas a Michael Jackson. A forma como o trataram é horrível. Morreu difamado antes de ter morrido. Seja qual for a razão que o legista der para a morte, não vai fazer diferença. Ele começou a morrer quando as acusações ganharam as manchetes. Em conluio com os acusadores, estava a mídia. Agora que está morto todos se lamentam, como se sua morte fosse uma tragédia nacional. Mas ele já era uma tragédia nacional todos esses anos e ninguém o ajudou."
Reescrevendo a Historia analisa o estado mental de Marilyn Monroe na hora de sua morte. Será que a atriz mais famosa de Hollywood se suicidou? Por: Discovery Channel
Leia mais sobre sobre os mistérios que envolveram a morte de Marilyn Monroeneste blog:
“A morte de Marilyn, tão estranha, tão impossível de captar, tão contraditória, permanecerá enigmática para sempre não apenas porque as provas “objetivas” foram desviadas irremediavelmente. Nos relatos e na lenda, assassinato e suicídio continuam a se contaminar mutuamente. Como se a morte de Marilyn fosse marcada por seu estilo: a performance incessante de uma vibração intangível. Ponto nuclear da explosão e do perigo".
A câmera de Ed Clark em 1950 captou algo de novo, uma mulher jovem com 24 anos, um produto ainda não embalado, um símbolo sexual ainda não identificado em todo o seu potencial e intensidade. Dois anos depois ela se tornaria capa da Life - Marilyn is "The Talk of Hollywood": She makes the cover of LIFE magazine on April 7, 1952. É o que revela a revista Life no ensaio "Marilyn: Never - Published Photos".
O Dynamic Tower, em Dubai, será o primeiro edifício em movimento do mundo; já foram feitas cerca de 600 reservas de apartamentos residenciais no prédio Arquitetos europeus e americanos procuram alcançar proezas formais amparadas em geometrias complexas realizadas nos computadores, utilizam novos materiais, novas tecnologias, fugindo assim da simplicidade das curvas e da leveza do concreto introduzida por Niemeyer na arquitetura moderna brasileira do século passado. A busca do novo, do inusitado é envolvente e importante para o desenvolvimento da arquitetura e das artes. Obras fascinantes surgem aos nossos olhos convidando-nos para a aventura estética e formal do século que se inicia. O contraste é flagrante, tanto cultural como social, talvez por isso nos aguça ossentidos como um alento ou nos incomoda diante da nossa limitação física e econômica.
Não podemos apenas construir palácios enquanto a maioria da população não tem onde morar. Também não podemos deixar de criar, buscar o novo, mesmo quando nossos sonhos decolam nos tirando os pés do chão. Enquanto isso, um dos mais famosos arquitetos, talvez o mais lúcido, avaliou: "Dubai aconteceu, fomos coniventes com tudo isso, mas também fomos os primeiros a denunciar todos os seus absurdos, admite Koolhaas - Espero fervorosamente que a crise possa instaurar um novo modo de pensar; projetos foram adiados, atrasados, camuflados”. A modéstia das celebridades me comove, principalmente quando praticam um exercício voltado à antiga dialética. Nós (aqui eu me incluo), arquitetos idealistas, inseridos do cotidiano de um país sem moradias suficientes para a totalidade dos brasileiros, procurando um meio de atuar profissionalmente num mercado sem abertura para novos profissionais, ficamos embasbacados diante de tanta ostentação e de toda essa extravagância.
Mas o luxo desmedido, já sublimado através da mídia, em programas promocionais da nova Meca de Turismo dos Emirados, tipo Dubailândia – a Disney do Oriente Médio, parece não cessar em novas pretensiosas criações.
Para um leigo pode parecer um amontoado de caixas de pizzas (...que comparação de mau gosto), mas trata-se de Hotel Helix, que será construído em Abu Dhabi, Emirados Árabes, com um visual deslumbrante e mimos como um restaurante cercado pela água da piscina. “Parte do hotel flutuará sobre a água em um espiral que revela um dos mais trabalhosos projetos de engenharia já realizados no mundo”. Com design totalmente irregular e com vidro por todos os lados, o hotel é a principal aposta do empreendedor e xeique Zayed Bayo. O Helix foi o projeto escolhido em um concurso, vencendo propostas dos maiores escritórios de arquitetura do mundo. O vencedor é o Leeser Architeture, escritório de Nova York, responsável por esse projeto ousado e inovador.”.
- tem vagas de trabalho nesse hotel, se tiver me avisem...“sou carpinteiro de forma e marceneiro de corativo e gostaria de ter o prazer de participa da ezecuçao deste hotel .fuiiiii”
Dubai é duas vezes vítima. Primeiro, o excesso de dinheiro levou a estripulias arquitetônicas gratuitas e desnecessárias. Depois, a crise mundial fez tudo parar na hora errada, e os esqueletos das torres ainda pela metade viraram sinal de alerta para o resto do planeta.
O diagnóstico é do holandês Rem Koolhaas, vencedor do Prêmio Pritzker em 2000 e um dos arquitetos mais respeitados do mundo. "Fiquei desesperado porque a pressão da economia de mercado estava empurrando a arquitetura rumo à extravagância", disse Koolhaas, 64, numa palestra que deu em Charjah. "Dubai virou um centro de estranheza, é a caricatura da arquitetura." Seu único projeto em Dubai -uma grande caixa ortogonal de concreto- foi vetado por ser simples demais. Agora Koolhaas estuda a região com olhar antropológico, curioso com o futuro da arquitetura. "Toda essa extravagância é um sinal de alerta e ao mesmo tempo um sinal de esperança", resume. "Dubai aconteceu, fomos coniventes com tudo isso, mas também fomos os primeiros a denunciar todos os seus absurdos", admite Koolhaas, que agora monitora os projetos arquitetônicos da região na revista "Al Manakh", que criou com correspondentes locais. "Também seremos os primeiros a dizer a Dubai que tudo acabou, que não será mais a mesma."
"Vogue" e Dubai É uma ideia que pesa ainda mais em tempos de crise, que tornou cafona qualquer tipo de ostentação. Até a cultuada editora da "Vogue" norte-americana, Anna Wintour, disse que ninguém mais vai se vestir de forma "muito brilhante, muito extravagante, muito Dubai". Se antes a cidade era sinônimo de luxo desmedido, agora pode se tornar um novo laboratório para projetos mais sóbrios. "Há um paradoxo estranho entre a velha Dubai e a nova Dubai", diz Koolhaas. "Espero fervorosamente que a crise possa instaurar um novo modo de pensar; projetos foram adiados, atrasados, camuflados." O novo Guggenheim, por exemplo, símbolo desse exagero agora em decadência, tem construídas só as pontes para a ilha onde deve ser instalado, que continua vazia. Perguntado pela Folha o que acha do projeto, Koolhaas ficou um tempo em silêncio e arrematou: "É isso que eu acho". SILAS MARTÍ de CHARJAH E DUBAI p/ Folha
Projeto de Rem Koolhaas em Dubai
Transformando a paisagem, o oriente quer atrair os olhares do mundo e administrar a sua própria fortuna. Para atingir este objetivo contratou os arquitetos dos sonhos. Celso Duarte 24.06.2009
A cidade de Dubai, pertencente aos Emirados Árabes, é o paraíso da arquitetura, conhecido pela ousadia a exuberância dos seus edifícios, pelos grandes projetos que foram destinados a este local que esta prestes e receber a maior prova de seu desenvolvimento. O escritório do renomado arquiteto Rem Koolhaas foi convidado á projetar uma ilha na borda oeste de Dubai, banhada pelas águas do Golfo Pérsico. Esta terá 1310m x 1310m, capacitando 1,5 milhões de pessoas. A cidade próxima ás águas promete se tornar um destaque na arquitetura mundial, sendo tão grande e tão densa quanto Manhattan.
O Museu Guggenheim Dubai é um projeto já em andamento, localizado no pólo Abu Dhabi em Dubai, e será o maior museu da Fundação Solomon R. guggenheim. Projetado pelo arquiteto Frank Gehry, o mesmo que projetou o Guggenheim Bilbao. Tem previsão para ser concluido em 2011.
Baila! Baila! Ahora conmigo, tu baila para hoy Por nuestro dia de movidas los problemas los que sean Salud! Baila! Baila...
Ou: nunca se deve cruzar a linha que separa os ricos dos pobres?
"...Quando toda a sua existência é "ilegal", quando você vive a um passo da miséria num panorama de devastação urbana em que cada centímetro quadrado de espaço é disputado, em que é necessário entrar em fila até para cagar, ser preso parece inevitável. Você é condicionado a acreditar que um dia chegará um mandado de prisão com seu nome nele, e que mais cedo ou mais tarde virá um jipe com uma luz vermelha piscando para pegá-lo.
Alguns dirão que a culpa foi minha. Que eu não tinha nada que me meter num programa de perguntas e respostas. Vão me apontar o dedo e lembrar o que dizem os velhos de Dharavi: nunca se deve cruzar a linha que separa os ricos dos pobres. Ora, onde já se viu um garçom sem um tostão participar de um teste de inteligência? O cérebro não é um dos órgãos que temos permissão de utilizar. Nós só devemos usar as mãos e as pernas.
Ah, se eles me vissem respondendo àquelas perguntas! Tendo testemunhado meu desempenho, passariam a me encarar com mais respeito. É uma pena o programa ainda não ter ido ao ar. Mas assim mesmo espalhou-se a notícia de que eu havia ganhado alguma coisa. Como numa loteria. Quando os outros garçons ficaram sabendo, resolveram dar uma grande festa para mim no restaurante. Cantamos, dançamos e bebemos até altas horas. Pela primeira vez, nosso jantar não foi a comida rançosa de Ramzi. Pedimos biryani de frango e seekh kebabs do hotel cinco estrelas da Marine Drive. O barman, um velho encarangado, me ofereceu a filha dele em casamento. Até o gerente mal-humorado sorriu para mim, tolerante, e finalmente me pagou os salários que estava me devendo. Naquela noite, não me chamou de vagabundo. Nem de cachorro danado."
O texto acima foi retirado do livro “Sua Resposta Vale um Bilhão” (Companhia das Letras), de Vikas Swarup, que deu origem ao surpreendente filme "Quem Quer Ser um Milionário?",e foi o grande vencedor da 81º edição do Oscar, com oito estatuetas. A história do livro é contada por Ram Mohammad Thomas, um garçom de 18 anos, que ganha uma fortuna num programa de TV, mas é acusado de fraude pelos organizadores, que se negam a pagar o prêmio. O garoto então é preso e torturado pela polícia indiana. Alternando narrativas cômicas trágicas, o livro apresenta um rico panorama da Índia contemporânea.
"...sempre pude dizer ao diretor - Talvez a gente esteja indo longe demais. É desnecessário...Tenho sorte porque me sinto bem como sou. Eu me sinto à vontade com minhas imperfeições."
Kate Winslet foi o grande destaque no 66º Globo de Ouro A 66ª edição do Globo de Ouro, organizada no Beverly Hills Hotel, propôs-se a resgatar a glória dos anos passados e tentou consertar a imagem depreciada do ano anterior, gerada pelos revezes da greve dos roteiristas. A premiação, com um clima mais informal que o Oscar, contou com nomes de peso entre seus indicados e com uma noite cheia de surpresas. Kate Winslet levou dois prêmios para casa. A atriz inglesa foi reconhecida como melhor atriz coadjuvante por O Leitor e melhor atriz por Foi Apenas um Sonho. Emocionada, agradeceu à família e à produção dos dois filmes, além de gracejar com a concorrente à melhor atriz, Angelina Jolie.
A leitura diária doBlog do Josias de Souza virou um hábito. Ele reúne informação política dos bastidores, análise com boas doses de humor. Podemos conferir neste post onde o colunista do UOL traduz o confuso cenário dos diversos (alguns desconhecidos) partidos políticos numa simples dicotomia bipartidária.
"Os arquivos do TSE informam que há no Brasil27 partidos políticosregularmente constituídos. À primeira vista, um espanto!
A realidade, porém, empurra o país para uma quadra política dicotômica. A despeito das quase três dezenas de legendas, vive-se um bipartidarismo de fato. Nas últimas quatro eleições presidenciais, o que se viu foi uma disputa praticamente monopolizada por dois partidos: PSDB e PT.
O tucanato prevaleceu duas vezes com FHC. O petismo, sempre com Lula, triunfou primeiro sobre Serra e depois sobre Alckmin.
Em 2010, vai-se para uma espécie de tira-teima com cara de ‘déjà vu’. Sem Lula, o PT fabrica Dilma. O PSDB oscila entre Serra e Aécio.
Somando-se os dois mandatos de FHC e o par de gestões de Lula, chega-se a um período de 16 anos. Com mais quatro anos de PT ou de PSDB, o bipartidarismo à brasileira fará aniversário de 20 anos em 2014.
E não há no horizonte sinais de que a coisa vá se alterar. Pelo menos nas eleições nacionais, tudo parece conspirar a favor dessa polaridade.
Chega-se, então, à pergunta fatídica: o duopólio que converteu o PSDB e o PT em provedores exclusivos de presidenciáveis é bom para o Brasil?
Ao fixar-se nas opções oferecidas pelas duas legendas, o eleitor brasileiro parece responder que sim, o bipartidarismo de fato seria bom.
PSDB e PT lograram fixar na cabeça do eleitorado a idéia de que são as únicas legendas que dispõem de projetos de país. “
...A luz do luar e as canções de amor nunca saem de moda
Rod Stewart and Chrissie Hynde cantam juntos o clássico "As time goes by". Solos espetaculares de Katja Rieckeermann no saxofone e J'Anna Jacoby no violino, com legendas em português. É sempre bom lembrar que...a luz do luar e as canções de amor nunca saem de moda. Talvez, por isso, Rod afirmou que gostaria de fazer 'um quinto e último 'American Songbook''.
Stewart lançou quatro álbuns dentro do projeto "Great american songbook", em que recria clássicos dos musicais da Broadway compostos por grandes compositores como Irving Berlin, Cole Porter, George Gershwin e Ira Gershwin. Estes álbuns, principalmente os dois primeiros foram muito importantes. Através deles podemos fazer uma revisão destes clássicos. Os arranjos modernos aliados à voz rouca de Rod e aos novos recursos do DVD (estávamos em 2002) foram marcantes e inovadores.
Valeu a intervenção do empresário Clive Davis, que bancou o projeto de It Had to Be You... e o lançou por sua gravadora, a J Records.
Davis foi o empresário que descobriu um método para tirar do esquecimento dinossauros do rock, ensinando-os a assumir a idade e deixar de se portarem como garotões. Foi assim com Santana e depois com Rod.
Em 2003, Sergio Martins escreveu para Revista Veja:
“Para Rod Stewart, a volta às paradas traz um benefício adicional: serve de contrapeso aos diversos problemas que ele vem enfrentando na intimidade. No ano passado Sean Stewart, filho do astro, foi preso em Los Angeles após uma tentativa frustrada de assalto. Sean queria dinheiro para comprar drogas e acabou detido pelo Super-Homem – ou, melhor dizendo, pelo ator que interpretou o herói numa série de TV. Stewart também atravessa, desde 1999, um divórcio tempestuoso na Justiça. Sua última mulher, a modelo neozelandesa Rachel Hunter, trocou-o por um roqueiro trinta anos mais jovem, Robbie Williams, e reivindica uma boa fatia dos bens do cantor. Rod Stewart tem fama de pão-duro. "Ele é do tipo que enche a cara e faz você pagar a conta", disse a ex-modelo Britt Ekland, com quem o cantor teve um caso nos anos 70.”
Hoje, em janeiro de 2009, aos 63 anos Rod Stewartnuma entrevista a Bob Burgdorfer- CHICAGO (Reuters), afirma que está longe de se aposentar. O músico estuda uma lista de projetos para o futuro, que incluem um filme, um álbum de R&B e talvez até mesmo uma investida na música country.
Mas a idade e sua família -- Stewart tem mulher, Penny, e seis filhos, com idades entre 2 e 27 -- roubam tempo de seu trabalho. O músico disse que, diferentemente de outros artistas que passam meses a fio na estrada, ele prefere apresentar-se por algumas semanas, retornar para casa por um mês e depois voltar à estrada. Ele afirmou que gostaria de fazer 'um quinto e último 'American Songbook''.
- Não se adia um olhar, um sorriso, uma frase. Há sempre uma palavra que não devemos calar. Somos perecíveis, mas esquecemos que somos perecíveis.
Nelson Rodrigues
"Herdeiro do projeto modernista de aproximar a literatura da língua falada, Nelson Rodrigues (1912-1980) levou aos palcos e aos jornais em que trabalhou um linguajar popular, bem carioca, incorporando à escrita gírias e outras características típicas da dinâmica da fala.
É preciso voltar no tempo para entendermos o significado dessa inovação. Em nosso processo de colonização, os portugueses conseguiram se impor à população não só política e economicamente, mas também ao idioma. Criou-se o que o crítico literário uruguaio Angel Rama denominou "diglosia", a existência de duas línguas separadas hierarquicamente: a pública (escrita, restrita à classe dirigente) e a popular e cotidiana (falada, usada na vida privada das elites e forma de expressão das classes populares)."
Letícia Colin: vive o mítico papel de Maria Cecília de "Bonitinha Mas Ordinária" , de Nelson Rodrigues, no cinema
Você se chocou com alguma coisa da obra do Nelson Rodrigues?
Ele não me choca em absoluto. Acho que as grandes idéias são simples. É alguém que observou alguma coisa e viu que era aquilo. Ele percebeu as emoções dos seres humanos e viu que era completamente normal um pai se apaixonar pela filha, por exemplo. Acho tudo isso mais simples. Tudo muito próximo, muito humano e real. Não me choca, não, é um prazer ver como ele traz isso à tona.
Você disse que nada te choca, que é humana, e no que você é amoral? Acho que minha escolha em fazer o filme é uma escolha amoral. Acabei de fazer 18 anos, estou fazendo gravando "Chamas da Vida", na Record, na qual faço uma menininha, e parto para fazer Nelson Rodrigues, tirar a roupa no cinema. Acho que estou me permitindo me jogar e me conhecer.
E na sua vida pessoal, no que você já foi amoral, burlou as regras? Faço muito o que tenho vontade de fazer, e sempre me dou bem quando sigo minha intuição. Não vou citar exemplos (risos).
O talento de Gabriela Duarte em página da vida como ela é...
Gabriela Duarte participou de dois episódios da série A Vida Como Ela É, baseada na obra de Nelson Rodrigues. Revelou-se assim a maturidade da atriz e o potencial que ela representa no repertório da dramaturgia brasileira.
Obrigado a Nicole, por me ajudar a formatar e deixar meu blog mais leve nessa noite de quinta-feira.
Com uma imagem jpeg 700x261 pixels é possível ampliar o campo visual do blog UOL, diminuindo assim a faixa estreita de textos e fotos apresentadas nos diversos posts. Como os modelos dos blogs já estão disponíveis há um bom tempo, o visual vai cansando e ficando repetitivo. Com um conhecimento mínimo em HTML é possível interferir e alterar os templates e dinamizar os blogs. Não se trata de uma crítica, pois acho a ferramenta de execução de blogs do uol prática e eficiente. O blog é a forma mais simples, rápida de ter um site e também a mais democrática. Para quem não é assinante e não depende de um provedor de acesso existe a possibilidade de recorrer a outros fornecedores de blogs gratuitos que disponibilizam recursos diferenciados. Fico com o tradicional e bem sucedido Blogspot e também o refinado Wordpress. São ferramentas com recursos lúdicos e interessantes a serem explorados mesmo por quem não tenha conhecimento de informática, mas pretende atingir um público maior e mais interessado, não restrito a um site de relacionamento pessoal como o Orkut e derivados. Foi por isso que nesta noite a Nicole me ajudou tanto com sua imagem sensual embora eu nunca a tenha conhecido. Tudo não passou de um mote para chegar às fotos de Nicole e outras modelos do alemãoJanosch Simon, dentro da mais pura estética que os inúmeros blogs e sites disponíveis podem nos oferecer.
Uma das matérias na edição desetembro da revista Vanity Fair é dedicada ao famoso fotógrafo Mark Seliger, que neste ano completa 25 anos de criatividade e atividades profissionais
A fotografia de Mark Seliger apresenta cada vez mais uma abordagem inovadora e expressiva. Em cada uma das fotos um universo e uma lenda. Você pode certificar-se disso, olhando para a seqüência de personagens fotografados por Mark Seliger, onde músicos e atores, incluindo: Johnny Depp, Al Pachino, Lenny Kravitts, Uma Thurman, Drew Berrimor, Naomi Watts, Lindsey Lohan, Giselle Byundhen, Catherine Day, Pharrell Williams, Tom Henks, Paul McCartney, Leonardo DiKaprio e outros, se deslocam do universo das celebridades e encarnam a realidade dramática de cada um de nós - eles parecem estar respirando e sentindo a crua realidade da vida.
Frank "Sugarchile" Robinson SUGAR CHILE ROBINSON (By Dave Penny) Born Frank Robinson, 1940, Detroit, Michigan
The history of 20th century entertainment is littered with child prodigies; from Shirley Temple in the 1930s, Toni Harper in the 1940s and Frankie Lymon in the 1950s. On the whole, although precociously talented, child entertainers were usually saddled with inferior, childish material that, while perhaps cute at the time, were usually novelty acts that grew tiresome pretty quickly. Some couldn't handle the swift drop in popularity and turned to drink or drugs, while others retired gracefully and concentrated their energies in other directions. One such was that tiny bundle of Detroit dynamite, "Sugar Chile" Robinson.
O advento da web 2.0 permitiu o resgate de cenas como esta do menino prodígio Frank Robinson. O texto do site dancehistory.orgaborda um lado interessante dos fatos, lembrando que as crianças prodígios, precocemente talentosas, convivem com o sucesso e declínio rápido. Alguns não conseguem lidar com a queda repentina da popularidade e acabam sucumbindo à bebida ou a droga. Não sabemos muito sobre a vida de Frank, mas encontrei na internet um texto que revela um perfil curioso de sua carreira. “Um pequeno, com aparência de jovem rapaz, com 1,35 mde altura, apresentado aos sete anos como criança prodígio, até que uma noite em 1957 no Teatro Apollo do Harlem, foi visto por um fã após o show fumando um charuto. Detectou-se que ele não tinha sete anos de idade, mas sim 17 anos. O incidente encerrou sua carreira.”
Verdadeiro ou não, este relato não compromete a genialidade do garoto mostrada no vídeo. Não Deixe Não Amor é um velho filme de 1946, e nesta cena vemos Frank" Sugar Chile "Robinson tocar piano e cantar o jump blues clássico" Caldonia.” A real treat to watch. Ele tinha apenas sete anos. Um menino prodígio e fascinante.
Crimes pela internet têm mais punição, indica estudo
por Laura Diniz, de O Estado de S. Paulo
Era uma vez uma rede anárquica chamada internet, conhecida como "terra sem lei". Ela continua anárquica, mas está cada vez mais protegida pela legislação. Levantamento do advogado Renato Opice Blum, especialista em Direito da Internet, revela que, em outubro de 2002, havia cerca de 400 decisões judiciais definitivas envolvendo problemas virtuais. Neste mês, elas já somam mais de 17 mil, contadas desde 2002. O aumento exponencial de ações acompanha o crescente número de usuários e já começa a provocar mudanças de comportamento em sites, empresas, escolas e até famílias.
Atualmente, a autoria de grande parte das ofensas anônimas feitas via web é facilmente identificada com auxílio da Justiça. As indenizações, quando comprovadas as agressões, raramente são negadas. A responsabilidade de todos está cada vez mais clara: o site de relacionamento que não tirar conteúdo ofensivo do ar, a pedido da vítima, torna-se réu na ação, o blogueiro que permitir um comentário agressivo a terceiro em seu blog responde na Justiça junto ao agressor, os pais são responsáveis na esfera civil por ofensas feitas via web pelos filhos e por aí vai.
A mudança de comportamento das pessoas, embora exista, é muito incipiente, na opinião do advogado Alexandre Atheniense, presidente da Comissão de Tecnologia de Informação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "O brasileiro aderiu rapidamente à internet e aos sites de relacionamento, em especial, mas continua muito ingênuo em relação a aspectos de privacidade. Ele se expõe demais e tem uma falsa noção de que a tecnologia propicia anonimato", explicou.
De acordo com os advogados, há um movimento crescente nas escolas de conscientização de pais, alunos e professores sobre o risco de se expor na internet e as conseqüências dos atos virtuais. "Eu tenho feito três palestras por semana. O principal é desmistificar a internet como uma terra sem lei", afirmou Opice Blum.
Exposição
A exposição excessiva é o primeiro ponto que os especialistas acham importante combater. Por conta de uma comunidade no Orkut que o elogiava por ajudar os alunos a colar, o inspetor J.A.Q.M. foi demitido por justa causa de um colégio gaúcho. Foram as fotos expostas pela psicóloga A.C.C., no mesmo site, que permitiram a criação de perfis falsos em nome dela, com informações de que era lésbica e prostituta.
É preciso ter em mente, segundo Atheniense, que, apesar de conseguir indenização ou a responsabilização criminal do ofensor, a vítima pode ter de suportar o fato de a agressão não sair do ar. "Quando o ilícito cai na rede, é impossível retirar completamente. Costumo dizer que, na era da mídia digital, todos poderemos ter nossos 15 minutos de execração pública. Então, é bom se precaver."
"Antes da web, havia apenas mídias com controle editorial. A Internet permite a qualquer cidadão publicar o que bem entender", ponderou o advogado Marcel Leonardi, também especialista no assunto. Segundo ele, embora a reação das pessoas às punições ainda seja pequena, a resposta de sites não pára de crescer. O Google, dono do Orkut, que antes não abria seus arquivos, começa a revelar dados a usuários ofendidos e ao Ministério Público Federal (MPF) em investigações sobre pedofilia.
Seguro
Leonardi conta que o Wordpress, um dos mais populares sites de blogs, mudou os termos de uso para tentar coibir que um internauta crie um blog cujo endereço esteja em nome de outra pessoa. "A intenção é tentar evitar que se use o nome de um terceiro no blog para difamá-lo." Nos Estados Unidos, diz, uma associação de blogueiros lançou um seguro contra difamação e outros delitos. O advogado afirmou, também, que é cada vez mais comum as empresas avisarem os funcionários de que os e-mails corporativos podem ser acessados pelas companhias.
Atheniense diz ser muito procurado para monitorar conteúdo na internet em referência a empresas, marcas e até pessoas famosas. Se algo desagrada ao cliente, o advogado entra em ação.
Entendimentos consolidados Colaboração: se o site em que foi publicada a ofensa não colaborar com o agredido, tirando a mensagem do ar e mantendo os dados do agressor, pode virar co-réu na ação; Preservação: se o site em que foi publicada a agressão não guardar os registros que possam levar à identificação do autor da ofensa, torna-se réu; Blog: se o autor de um blog só permite a publicação de comentários dos leitores mediante aprovação, responde pelas ofensas nos comentários; se a publicação é automática, sem moderação, ele apenas responde se for notificado e não retirar o conteúdo do ar; Vigilância: as empresas podem monitorar e-mails corporativos; Responsabilidade: pais respondem por ofensas praticadas por seus filhos.
Entendimentos novos
Consumo: o uso do Orkut pode configurar relação de consumo, em função da existência de páginas com anúncio na rede Google. Os usuários são amparados pelo Código de Defesa do Consumidor; Conta encerrada: o usuário que fechar a conta em site de relacionamento, após ter praticado ofensa contra outro internauta, não deixa de ser responsabilizado pela agressão.
Quem um dia não mexeu naquela gaveta trancada da escrivaninha do vovô? Bons tempos do erotismo escondido dos mais novos, quando ainda não existia televisão nem internet. Neste velho livro de fotos antigas as folhas podem soltar-se numa cuidadosa apresentação em flash. Agradável aos olhos e ouvidos aos som de "Summertime" (George and Ira Gershiwn) num arranhado 78 rotações, ou seria ainda num gramofone?
No início dos anos 70, no pós 68, a juventude eclodia em busca da liberdade. Woodstock abria as portas da percepção. Filmes como Easy Rider acenavam-nos com novos caminhos. No Brasil a ditadura aprisionou idéias e ideais e o tropicalismo desabou.
Os mitos dos anos 60 foram partindo aos poucos.
Assim surgiu esta música…Bye Bye, também já esquecida, ou apagada pelo tempo.
Vale pela reflexão, 40 anos depois - qual é o nosso mundo e quais são os nossos novos valores?
Este vídeo é uma espécie de colagem de outros vídeos postados com sucesso no You Tube. O clipe gravado no Fantástico (Globo) nos anos 70 pela Banda Flying Banana traz imagens do autor da música Celso Duarte, num excelente vocal com Carlão de Souza e Passoca.
O grupo, apesar de elogiado pela crítica, foi desfeito logo depois do lançamento do primeiro LP.
Como autor deste blog, gosto de divulgar este trabalho que teve um caráter antropológico e cultural notável.