Brigitte Bardot, ícone do cinema francês dos anos 1950, completou 75 anos

A atriz francesa Brigitte Bardot, que completou 75 anos no dia 28 de setembro, ganhou uma exposição em um museu de Paris. A mostra reúne fotos da carreira da atriz e ficará em cartaz até janeiro de 2010.

E se Deus criou a mulher, agradecemos eternamente  a Ele e também, devido a nossa infinita limitação, agradecemos também a Vadim que fez o filme e que a teve em seus braços na mais plena e completa felicidade e não a monopolizou. Vadim ao contrário de alguns preconceituosos , em sua percepção artística compartilhou  conosco em Cinemascope a essência estética de sua mulher amada. O mundo passou a amar Brigitte e Brigitte deu adeus à sua vida privada.
Por sinal, "Vida Privada” (1962), foi o título de um filme quase autobiográfico, onde uma celebridade do cinema perde sua vida privada devido à constante perseguição da imprensa. Assim, Brigitte Bardot retirou-se da vida agitada das metrópoles européias, mudando-se para sua mansão em Saint Tropez . O símbolo sexual queria se esconder.

Em entrevista recente Brigitte Bardot revelou que o seu namoro com Vadim foi lberal, numa época de forte rigor moral – fizemos tudo antes... Contou também que seu pai um dia apontou uma arma a Vadim e cobrou a virgindade da filha antes do casamento – Se minha filha não se casar virgem, eu te mato! Em seguida sua mãe repetiu o gesto – se ele não cumprir a promessa, eu  é que vou te matar!
Ambos sobreviveram às ameaças e tiveram muito tempo para novos e emocionantes relacionamentos durante suas bem sucedidas carreiras.

 

Acima, Brigitte Bardot na concepção da consagrada desenhista de Histórias em Quadrinhos Eróticos - Giovanna Casotto. Casotto domina os traços eróticos e tem na figura feminina a sua principal fonte de inspiração.
Nota-se no retrato de Brigitte um cuidado maior de sua autora, que reflete a profunda admiração da quadrinista pelo maior mito sexual do cinema do século passado.



Escrito por Celso Duarte às 23h27
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Por que o sonho acabou


O Fab Four em sessão de fotos nos estúdios da gravadora EMI, em Londres, no dia 24 de junho de 1967

Há quem pergunte por que e há quem responda porque. Há quem não se importa mais com eles. Há quem queira comprar todos os CDs.
Existem pessoas românticas que não entendem não aceitem os fatos. Por que John foi assassinado? E como George partiu tão cedo. Como Ringo é musicalmente insignificante. E o Paul, por que não comove mais?

Saudosismos à parte, Mikal Gilmore da Rolling Stone encontra algumas respostas esclarecedoras em sua matéria:  "Os Beatles não fizeram apenas música - eles influenciaram sua época com o mesmo peso de qualquer força política e com resultados mais benéficos que a maior parte delas. Por que, então, os Beatles se separaram? Muitos culpam as maquinações de Yoko Ono, lendária paixão de John Lennon, e a maléfica malícia de Allen Klein, então empresário da banda, queridinho de Lennon e desafeto de McCartney. Mas não era tão simples.

“ Não acho que alguém seria capaz de abalar quatro pessoas fortes como eles", declarou Yoko mais tarde, "mesmo que tentasse. Acredito que outra coisa aconteceu. Tenho certeza de que não foi nenhuma força externa". De fato, as verdadeiras causas estavam mais próximas. Os quatro estavam juntos havia tempo, fazendo parte de uma história tão cheia de mágoas quanto de grandeza.

Mais adiante Gilmore toca a ferida, um fato evidente é que John e Paul não se aturavam mais - "O contraste tornou-se mais nítido com os anos. Paul passou a compor mais narrativas sobre o homem comum e canções de celebração; John compunha a partir de um ponto de vista que ele achava mais autêntico, pessoal e atormentado. "Paul dizia 'Come and see the show' ('Venha ver o show')", declarou Lennon. "Eu dizia 'I read the news today, oh boy' ('Li as notícias de hoje, oh cara')."

Fico pensando, se o sonho acabou, que bom, que sorte a nossa. Sorte deles também. Livres de um de um inevitável desgaste  ao longo dos anos, apesar da notória criatividade.
Acabou na hora certa e assim selou sua glória. Alguns fatos nos levam a pensar que os ídolos sempre morrem na hora certa. E os sonhos também terminam no justo momento em que despertamos.

 

The Beatles on the Cover of Rolling Stone
A Rolling Stone
adora publicar capas com os Fab Four. Algumas delas são históricas e todas trazem momentos marcantes na carreira dos Beatles. Veja a coletânea completa e a
 cobertura da Rolling Stone, Beatles essencial: guia de álbuns, fotos, entrevistas e muito mais.
Uma equipe de engenheiros no Abbey Road Studios em Londres passou quatro anos trabalhando na Remasterização dos albúns, num esforço para preservar "a autenticidade ea integridade das gravações analógicas originais" e garantir "a mais alta fidelidade ao catálogo tem visto desde o seu lançamento original. "

  


Você também gosta de escrever? O uso dos porquês traz muitas dúvidas.

 



Escrito por Celso Duarte às 12h54
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A CAPTURA DA PAISAGEM

 

Enquadro a paisagem com os dedos

Como fazem os cineastas antes da filmagem

Vejo que a paisagem que vejo não é

Mas está filtrada pelos sentimentos

 

Na sua neutralidade natural transfigura-se

Em triste, feia e bela sendo a mesma

Sua nua visão só denuncia minha dor

Ou minha alegria como algo irreal

Ante as coisas que são e o passar do tempo

 

Nada congela o que sinto ao enquadrá-la

Sua realidade escapa sorrateiramente ao olhar

E continua sendo o que é infinitamente

Climério Ferreira

 

 

visite: http://climerioferreira.wordpress.com/



Escrito por Celso Duarte às 11h33
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Tipografia

  É o tema da Revista IdeaFixa com 55 artistas selecionados  



Escrito por Celso Duarte às 09h45
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Michael Jackson e o sacrifício necessário

Quem se importava com ele? Vítima de tantas acusações e torturado pela mídia. Um negro incorfomado com a cor da própria pele?. Pedófilo, um homem tão frágil que não queria crescer, amarrado às fantasias da sua infância. Tendo sua vida íntima e sua privacidade devassada, distorcida em factóides e obscenidades. Seria este apenas o preço e as conseqüências da fama, o alto preço a ser pago pelo sucesso absoluto atingido pelas celebridades?

 

A verdade é que, quando os doze jurados da Corte de Santa Maria consideraram Michael Jackson inocente do suposto crime de pedofilia contra um menor de 13 anos, absolvendo o astro das 10 acusações que constavam no processo, centenas de fãs vibraram, emocionados, na porta do tribunal. Muitos deles faziam vigília há semanas no local. "Nós e a família estamos muito aliviados", disse a porta-voz Angel Howansky ao deixar o tribunal.

Assim como muitas as famílias inconformadas sentiram-se moralmente aliviadas, afinal o cantor havia sido acusado de conspirar para cometer abuso sexual infantil, extorsão e cárcere. Ele enfrentou ainda cinco acusações de abuso sexual infantil e mais quatro acusações de ter oferecido bebidas alcoólicas a um menor de idade com intuito de cometer abuso sexual.

Michael no polêmico documentário Living With Michael Jackson, do jornalista britânico Martin Bashir, admite ter dividido a cama com crianças, "mas não de uma forma sexual, e sim de um jeito doce e carinhoso."

Michael, livre das acusações voltaria à sua integridade. Um pai de família que amava os filhos e os cercava de carinho, como sonhava a maioria dos pais e filhos adeptos aos bons costumes, admiradores da sua arte perfeccionista
Porém, esta imagem tranquilizante teria um custo, talvez muito alto. Fato confirmado após sua morte, quando em entrevista ao tabloide inglês "The News of the World", a enfermeira Debbie Rowe, 50, negou que Michael Jackson fosse o pai legítimo dos dois filhos que tiveram quando casados. Ela disse ter engravidado por inseminação artificial de doador anônimo.

 



A tão esperada volta aos palcos, uma maratona de concertos, com ingressos esgotados, começaria no dia 13 de julho e se estenderia pelos próximos nove meses. Porém, o adiamento dos quatro primeiros concertos levantou a suspeita de que o astro estaria com câncer de pele, ecoada na imprensa internacional desde o mês passado.

 

No começo do mês, o próprio músico havia se manifestado contrário à maratona de shows, que achava exagerada. "Fui dormir sabendo que havia vendido 10 datas. Acordei com as notícias dizendo que eu estava agenciado para 50 apresentações", teria dito a fãs em Los Angeles, segundo o tablóide londrino The Sun. Seriam, no total, 750 mil assentos disponíveis até março.

Talvez, tenha sido esta também uma outra forma de overdose consumida pelo astro.

Dívidas de um "milionário que gastava como bilionário" teriam levado o cantor a aceitar o desafio. Estipula-se que o rombo nas contas do cantor extrapolasse os R$ 320 milhões - e que Michael seria capaz de ganhar quase o dobro disso com os shows em Londres. O sacrifício seria necessário, porém Michael Jackson, antes dono de um vigor invejável já não tinha a saúde de uma Madona no auge dos seus 50 anos, e apresentava sinais de cansaço.

"Ele vai ou não vai?" questionava a matéria postada, por ironia do destino, horas antes do anúncio da morte de Michael Jackson, no site da Rolling Stone EUA.


Michael Jackson morreu após receber uma injeção com dose fatal de Demerol, teria dito um membro da família ao site de celebridades TMZ. O site foi o primeiro a noticiar a morte do cantor, na quinta, 25. Michael sofreu uma parada cardíaca e, às 14h26 locais (18h26 de Brasília), sucumbiu sob cuidados de médicos do Centro Médico da Universidade da Califórnia.

Quem se importava com ele? Descobrimos após a sua morte o quanto o mundo lamentou a sua perda. Quanta tristeza cercou estes dias que passam numa infindável repetição de clipes e matérias. Chegou-se assim a uma comoção popular, quando os noticiários abandonam todas as calúnias e tragédias para cultuar a memória de um astro que passa a ser lembrado e venerado pelo que tinha de melhor e que o diferenciava de todos simples mortais - um incomparável talento.

 

P.S.-Ao encerrar este artigo encontro na internet estas declarações do jornalista americano Gay Talese - "A imprensa deve desculpas a Michael Jackson. A forma como o trataram é horrível. Morreu difamado antes de ter morrido. Seja qual for a razão que o legista der para a morte, não vai fazer diferença. Ele começou a morrer quando as acusações ganharam as manchetes. Em conluio com os acusadores, estava a mídia. Agora que está morto todos se lamentam, como se sua morte fosse uma tragédia nacional. Mas ele já era uma tragédia nacional todos esses anos e ninguém o ajudou."

 

 



Escrito por Celso Duarte às 20h49
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Marilyn Monroe: pílula a pílula


Reescrevendo a Historia analisa o estado mental de Marilyn Monroe na hora de sua morte. Será que a atriz mais famosa de Hollywood se suicidou?
Por: Discovery Channel 

A Morte de Marilyn Monroe
A Morte de Marilyn Monroe

Leia mais sobre sobre os mistérios que envolveram a morte de Marilyn Monroe neste blog:

“A morte de Marilyn, tão estranha, tão impossível de captar, tão contraditória, permanecerá enigmática para sempre não apenas porque as provas “objetivas” foram desviadas irremediavelmente. Nos relatos e na lenda, assassinato e suicídio continuam a se contaminar mutuamente. Como se a morte de Marilyn fosse marcada por seu estilo: a performance incessante de uma vibração intangível. Ponto nuclear da explosão e do perigo".

 

 

A câmera de Ed Clark em 1950 captou algo de novo, uma mulher jovem com 24 anos, um produto ainda não embalado, um símbolo sexual ainda não identificado em todo o seu potencial e intensidade. Dois anos depois ela se tornaria capa da Life - Marilyn is "The Talk of Hollywood": She makes the cover of LIFE magazine on April 7, 1952.
É o que revela a revista Life no ensaio "Marilyn: Never - Published Photos".

Uma paixão que se renova:  MarilynFanOnline Channel

Tribute to Marilyn Monroe. Clips from some of her best musical sequences.

Clips from
Niagara (1952)
Gentlemen Prefer Blondes (1953)
Theres No Business Like Show Business (1954)
Some Like It Hot (1959)
Lets Make Love (1960)


Escrito por Celso Duarte às 23h22
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Dubailândia



O Dynamic Tower, em Dubai, será o primeiro edifício em movimento do mundo; já foram feitas cerca de 600 reservas de apartamentos residenciais no prédio

Arquitetos europeus e americanos procuram alcançar proezas formais amparadas em geometrias complexas realizadas nos computadores, utilizam novos materiais, novas tecnologias, fugindo assim da simplicidade das curvas e da leveza do concreto introduzida por Niemeyer na arquitetura moderna brasileira do século passado.
A busca do novo, do inusitado é envolvente e importante para o desenvolvimento da arquitetura e das artes. Obras fascinantes surgem aos nossos olhos convidando-nos para a aventura estética e formal do século que se inicia.
O contraste é flagrante, tanto cultural como social, talvez por isso nos aguça os  sentidos como um alento ou nos incomoda diante da nossa limitação física e econômica.

Não podemos apenas construir palácios enquanto a maioria da população não tem onde morar. Também não podemos deixar de criar, buscar o novo, mesmo quando nossos sonhos decolam nos tirando os pés do chão.

Enquanto isso,  um dos mais famosos arquitetos, talvez o mais lúcido, avaliou: "Dubai aconteceu, fomos coniventes com tudo isso, mas também fomos os primeiros a denunciar todos os seus absurdos, admite Koolhaas - Espero fervorosamente que a crise possa instaurar um novo modo de pensar; projetos foram adiados, atrasados, camuflados”.
 
A modéstia das celebridades me comove, principalmente quando praticam um exercício voltado à antiga dialética.
Nós (aqui eu me incluo), arquitetos idealistas, inseridos do cotidiano de um país sem moradias suficientes para a totalidade dos brasileiros, procurando um meio de atuar profissionalmente num mercado sem abertura para novos profissionais, ficamos embasbacados diante de tanta ostentação e de toda essa extravagância.

Mas o luxo desmedido, já sublimado através da mídia, em programas promocionais da nova Meca de Turismo dos Emirados, tipo Dubailândia – a Disney do Oriente Médio, parece não cessar em novas pretensiosas criações.
E se tudo for bonito assim, muita gente vai querer mudar os próximos roteiros.
 




Escrito por Celso Duarte às 16h31
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Extravagância de Dubai



Transformando a paisagem, o oriente quer atrair os olhares do mundo e administrar a sua própria fortuna. Para atingir este objetivo contratou os arquitetos dos sonhos.
Celso Duarte 24.06.2009

 - Dubai é duas vezes vítima. Primeiro, o excesso de dinheiro levou a estripulias arquitetônicas gratuitas e desnecessárias. Depois, a crise mundial fez tudo parar na hora errada, e os esqueletos das torres ainda pela metade viraram sinal de alerta para o resto do planeta.
O diagnóstico é do holandês Rem Koolhaas, vencedor do Prêmio Pritzker em 2000 e um dos arquitetos mais respeitados do mundo. "Fiquei desesperado porque a pressão da economia de mercado estava empurrando a arquitetura rumo à extravagância", disse Koolhaas, 64, numa palestra que deu em Charjah. "Dubai virou um centro de estranheza, é a caricatura da arquitetura."
Seu único projeto em Dubai -uma grande caixa ortogonal de concreto- foi vetado por ser simples demais. Agora Koolhaas estuda a região com olhar antropológico, curioso com o futuro da arquitetura. "Toda essa extravagância é um sinal de alerta e ao mesmo tempo um sinal de esperança", resume.
"Dubai aconteceu, fomos coniventes com tudo isso, mas também fomos os primeiros a denunciar todos os seus absurdos", admite Koolhaas, que agora monitora os projetos arquitetônicos da região na revista "Al Manakh", que criou com correspondentes locais. "Também seremos os primeiros a dizer a Dubai que tudo acabou, que não será mais a mesma."

"Vogue" e Dubai
É uma ideia que pesa ainda mais em tempos de crise, que tornou cafona qualquer tipo de ostentação. Até a cultuada editora da "Vogue" norte-americana, Anna Wintour, disse que ninguém mais vai se vestir de forma "muito brilhante, muito extravagante, muito Dubai".
Se antes a cidade era sinônimo de luxo desmedido, agora pode se tornar um novo laboratório para projetos mais sóbrios. "Há um paradoxo estranho entre a velha Dubai e a nova Dubai", diz Koolhaas. "Espero fervorosamente que a crise possa instaurar um novo modo de pensar; projetos foram adiados, atrasados, camuflados."
O novo Guggenheim, por exemplo, símbolo desse exagero agora em decadência, tem construídas só as pontes para a ilha onde deve ser instalado, que continua vazia. Perguntado pela Folha o que acha do projeto, Koolhaas ficou um tempo em silêncio e arrematou: "É isso que eu acho".
SILAS MARTÍ
de
CHARJAH E DUBAI p/ Folha

Transformando a paisagem, o oriente quer atrair os olhares do mundo e administrar a sua própria fortuna. Para atingir este objetivo contratou os arquitetos dos sonhos.
Celso Duarte 24.06.2009

 



Escrito por Celso Duarte às 11h18
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JAI HO

 
Ou: nunca se deve cruzar a linha que separa os ricos dos pobres?

"...Quando toda a sua existência é "ilegal", quando você vive a um passo da miséria num panorama de devastação urbana em que cada centímetro quadrado de espaço é disputado, em que é necessário entrar em fila até para cagar, ser preso parece inevitável. Você é condicionado a acreditar que um dia chegará um mandado de prisão com seu nome nele, e que mais cedo ou mais tarde virá um jipe com uma luz vermelha piscando para pegá-lo.

Alguns dirão que a culpa foi minha. Que eu não tinha nada que me meter num programa de perguntas e respostas. Vão me apontar o dedo e lembrar o que dizem os velhos de Dharavi: nunca se deve cruzar a linha que separa os ricos dos pobres. Ora, onde já se viu um garçom sem um tostão participar de um teste de inteligência? O cérebro não é um dos órgãos que temos permissão de utilizar. Nós só devemos usar as mãos e as pernas.

Ah, se eles me vissem respondendo àquelas perguntas! Tendo testemunhado meu desempenho, passariam a me encarar com mais respeito. É uma pena o programa ainda não ter ido ao ar. Mas assim mesmo espalhou-se a notícia de que eu havia ganhado alguma coisa. Como numa loteria. Quando os outros garçons ficaram sabendo, resolveram dar uma grande festa para mim no restaurante. Cantamos, dançamos e bebemos até altas horas. Pela primeira vez, nosso jantar não foi a comida rançosa de Ramzi. Pedimos biryani de frango e seekh kebabs do hotel cinco estrelas da Marine Drive. O barman, um velho encarangado, me ofereceu a filha dele em casamento. Até o gerente mal-humorado sorriu para mim, tolerante, e finalmente me pagou os salários que estava me devendo. Naquela noite, não me chamou de vagabundo. Nem de cachorro danado."

O texto acima foi retirado do livro “Sua Resposta Vale um Bilhão”  (Companhia das Letras), de Vikas Swarup, que deu origem ao surpreendente filme "Quem Quer Ser um Milionário?",e foi o grande vencedor da 81º edição do Oscar, com oito estatuetas.
A história do livro é contada por Ram Mohammad Thomas, um garçom de 18 anos, que ganha uma fortuna num programa de TV, mas é acusado de fraude pelos organizadores, que se negam a pagar o prêmio. O garoto então é preso e torturado pela polícia indiana. Alternando narrativas cômicas trágicas, o livro apresenta um rico panorama da Índia contemporânea.

 



Escrito por Celso Duarte às 01h55
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Kate Winslet e as cenas de sexo e nudez

"...sempre pude dizer ao diretor - Talvez a gente esteja indo longe demais. É desnecessário...Tenho sorte porque me sinto bem como sou. Eu me sinto à vontade com minhas imperfeições."

Kate Winslet foi o grande destaque no 66º Globo de Ouro

A 66ª edição do Globo de Ouro, organizada no Beverly Hills Hotel, propôs-se a resgatar a glória dos anos passados e tentou consertar a imagem depreciada do ano anterior, gerada pelos revezes da greve dos roteiristas.
A premiação, com um clima mais informal que o Oscar, contou com nomes de peso entre seus indicados e com uma noite cheia de surpresas. Kate Winslet levou dois prêmios para casa. A atriz inglesa foi reconhecida como melhor atriz coadjuvante por O Leitor e melhor atriz por Foi Apenas um Sonho. Emocionada, agradeceu à família e à produção dos dois filmes, além de gracejar com a concorrente à melhor atriz, Angelina Jolie.



Escrito por Celso Duarte às 10h59
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Brasil vive bipartidarismo de fato

A leitura diária do Blog do Josias de Souza virou um hábito. Ele reúne informação política dos bastidores, análise com boas doses de humor.
Podemos conferir neste post onde o colunista do UOL traduz o confuso cenário dos diversos (alguns desconhecidos) partidos políticos numa simples dicotomia bipartidária.

 

"Os arquivos do TSE informam que há no Brasil 27 partidos políticos regularmente constituídos. À primeira vista, um espanto!

A realidade, porém, empurra o país para uma quadra política dicotômica. A despeito das quase três dezenas de legendas, vive-se um bipartidarismo de fato.
Nas últimas quatro eleições presidenciais, o que se viu foi uma disputa praticamente monopolizada por dois partidos: PSDB e PT.

O tucanato prevaleceu duas vezes com FHC. O petismo, sempre com Lula, triunfou primeiro sobre Serra e depois sobre Alckmin.

Em 2010, vai-se para uma espécie de tira-teima com cara de ‘déjà vu’. Sem Lula, o PT fabrica Dilma. O PSDB oscila entre Serra e Aécio.

Somando-se os dois mandatos de FHC e o par de gestões de Lula, chega-se a um período de 16 anos.
Com mais quatro anos de PT ou de PSDB, o bipartidarismo à brasileira fará aniversário de 20 anos em 2014.

E não há no horizonte sinais de que a coisa vá se alterar. Pelo menos nas eleições nacionais, tudo parece conspirar a favor dessa polaridade.


Chega-se, então, à pergunta fatídica: o duopólio que converteu o PSDB e o PT em provedores exclusivos de presidenciáveis é bom para o Brasil?

Ao fixar-se nas opções oferecidas pelas duas legendas, o eleitor brasileiro parece responder que sim, o bipartidarismo de fato seria bom.

PSDB e PT lograram fixar na cabeça do eleitorado a idéia de que são as únicas legendas que dispõem de projetos de país. “

por Josias de Souza 



Escrito por Celso Duarte às 10h40
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Rod Stewart and Chrissie Hynde

...A luz do luar e as canções de amor nunca saem de moda

Rod Stewart and Chrissie Hynde cantam juntos o clássico "As time goes by". Solos espetaculares de Katja Rieckeermann no saxofone e J'Anna Jacoby no violino, com legendas em português. É sempre bom lembrar que...a luz do luar e as canções de amor nunca saem de moda. Talvez, por isso, Rod afirmou que gostaria de fazer 'um quinto e último 'American Songbook''.


Stewart lançou quatro álbuns dentro do projeto "Great american songbook", em que recria clássicos dos musicais da Broadway compostos por grandes compositores como Irving Berlin, Cole Porter, George Gershwin e Ira Gershwin. Estes álbuns, principalmente os dois primeiros foram muito importantes. Através deles podemos fazer uma revisão destes clássicos. Os arranjos modernos aliados à voz rouca de Rod e aos novos recursos do DVD (estávamos em 2002) foram marcantes e inovadores.

Valeu a intervenção do empresário Clive Davis, que bancou o projeto de It Had to Be You... e o lançou por sua gravadora, a J Records.

Davis foi o empresário que descobriu um método para tirar do esquecimento dinossauros do rock, ensinando-os a assumir a idade e deixar de se portarem como garotões. Foi assim com Santana e depois com Rod.

Em 2003, Sergio Martins escreveu para Revista Veja:

“Para Rod Stewart, a volta às paradas traz um benefício adicional: serve de contrapeso aos diversos problemas que ele vem enfrentando na intimidade.
No ano passado Sean Stewart, filho do astro, foi preso em Los Angeles após uma tentativa frustrada de assalto. Sean queria dinheiro para comprar drogas e acabou detido pelo Super-Homem – ou, melhor dizendo, pelo ator que interpretou o herói numa série de TV.
Stewart também atravessa, desde 1999, um divórcio tempestuoso na Justiça. Sua última mulher, a modelo neozelandesa Rachel Hunter, trocou-o por um roqueiro trinta anos mais jovem, Robbie Williams, e reivindica uma boa fatia dos bens do cantor. Rod Stewart tem fama de pão-duro. "Ele é do tipo que enche a cara e faz você pagar a
conta", disse a ex-modelo Britt Ekland, com quem o cantor teve um caso nos anos 70.”

Hoje, em janeiro de 2009, aos 63 anos Rod Stewart  numa entrevista a Bob Burgdorfer- CHICAGO (Reuters), afirma que está longe de se aposentar. Mas a idade e sua família -- Stewart tem mulher, Penny, e seis filhos, com idades entre 2 e 27 -- roubam tempo de seu trabalho. O músico disse que, diferentemente de outros artistas que passam meses a fio na estrada, ele prefere apresentar-se por algumas semanas, retornar para casa por um mês e depois voltar à estrada.
Ele afirmou que gostaria de fazer 'um quinto e último 'American Songbook''.

 



Escrito por Celso Duarte às 00h23
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A palavra



- Não se adia um olhar, um sorriso, uma frase. Há sempre uma palavra que não devemos calar. Somos perecíveis, mas esquecemos que somos perecíveis.

Nelson Rodrigues

"Herdeiro do projeto modernista de aproximar a literatura da língua falada, Nelson Rodrigues (1912-1980) levou aos palcos e aos jornais em que trabalhou um linguajar popular, bem carioca, incorporando à escrita gírias e outras características típicas da dinâmica da fala.

É preciso voltar no tempo para entendermos o significado dessa inovação. Em nosso processo de colonização, os portugueses conseguiram se impor à população não só política e economicamente, mas também ao idioma. Criou-se o que o crítico literário uruguaio Angel Rama denominou "diglosia", a existência de duas línguas separadas hierarquicamente: a pública (escrita, restrita à classe dirigente) e a popular e cotidiana (falada, usada na vida privada das elites e forma de expressão das classes populares)."

Leia texto completo de Adriana Facina em A prosa teatral de Nelson Rodrigues

 



Escrito por Celso Duarte às 22h37
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Os retratos de Mark Seliger


 Naomi Watts

Uma das matérias na edição desetembro da revista Vanity Fair é dedicada ao famoso fotógrafo Mark Seliger, que neste ano completa 25 anos de criatividade e atividades profissionais

A fotografia de Mark Seliger apresenta cada vez mais uma abordagem inovadora e expressiva. Em cada uma das fotos um universo e uma lenda. Você pode certificar-se disso, olhando para a seqüência de personagens fotografados por Mark Seliger, onde músicos e atores, incluindo: Johnny Depp, Al Pachino, Lenny Kravitts, Uma Thurman, Drew Berrimor, Naomi Watts, Lindsey Lohan, Giselle Byundhen, Catherine Day, Pharrell Williams, Tom Henks, Paul McCartney, Leonardo DiKaprio e outros, se deslocam do universo das celebridades e encarnam a realidade dramática de cada um de nós - eles parecem estar respirando e sentindo a crua realidade da vida.



Escrito por Celso Duarte às 16h06
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Frank "Sugarchile" Robinson

Frank "Sugarchile" Robinson
SUGAR CHILE ROBINSON (By Dave Penny)
Born Frank Robinson, 1940, Detroit, Michigan

The history of 20th century entertainment is littered with child prodigies; from Shirley Temple in the 1930s, Toni Harper in the 1940s and Frankie Lymon in the 1950s. On the whole, although precociously talented, child entertainers were usually saddled with inferior, childish material that, while perhaps cute at the time, were usually novelty acts that grew tiresome pretty quickly. Some couldn't handle the swift drop in popularity and turned to drink or drugs, while others retired gracefully and concentrated their energies in other directions. One such was that tiny bundle of Detroit dynamite, "Sugar Chile" Robinson.

O advento da web 2.0 permitiu o resgate de cenas como esta do menino prodígio Frank Robinson.
O texto do site dancehistory.org aborda um lado interessante dos fatos, lembrando que as crianças prodígios, precocemente talentosas, convivem com o sucesso e declínio rápido.
Alguns não conseguem lidar com a queda repentina da popularidade e acabam  sucumbindo à bebida ou a droga.
Não sabemos muito sobre a vida de Frank, mas encontrei na internet um texto que revela um perfil curioso de sua carreira.
“Um pequeno, com aparência de jovem rapaz, com 1,35 m  de altura, apresentado aos sete anos como criança prodígio, até que uma noite em 1957 no Teatro Apollo do Harlem,  foi visto por um fã após o show fumando um charuto. Detectou-se que ele não tinha sete anos de idade, mas sim 17 anos. O incidente encerrou sua carreira.”

Verdadeiro ou não, este relato não compromete a genialidade do garoto mostrada no vídeo.  Não Deixe Não Amor é um velho filme de 1946, e nesta cena vemos Frank" Sugar Chile "Robinson tocar piano e cantar o jump blues clássico" Caldonia.” A real treat to watch. Ele tinha apenas sete anos. Um menino prodígio e fascinante.

Mais videos e histórias no site dancehistory.org
consulte o Google Tradutor online

Leia também: Born Frankie Robinson, the youngest of six children, in Detroit in 1940...



Escrito por Celso Duarte às 20h28
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O Autor: Celso Duarte, Arquiteto, Compositor, Arte e Cultura.
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