A palavra

- Não se adia um olhar, um sorriso, uma frase. Há sempre uma palavra que não devemos calar. Somos perecíveis, mas esquecemos que somos perecíveis.
Nelson Rodrigues "Herdeiro do projeto modernista de aproximar a literatura da língua falada, Nelson Rodrigues (1912-1980) levou aos palcos e aos jornais em que trabalhou um linguajar popular, bem carioca, incorporando à escrita gírias e outras características típicas da dinâmica da fala. É preciso voltar no tempo para entendermos o significado dessa inovação. Em nosso processo de colonização, os portugueses conseguiram se impor à população não só política e economicamente, mas também ao idioma. Criou-se o que o crítico literário uruguaio Angel Rama denominou "diglosia", a existência de duas línguas separadas hierarquicamente: a pública (escrita, restrita à classe dirigente) e a popular e cotidiana (falada, usada na vida privada das elites e forma de expressão das classes populares)."
Leia texto completo de Adriana Facina em A prosa teatral de Nelson Rodrigues
Escrito por Celso Duarte às 22h37
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